Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista

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Foto: Galera Record.

Desde que criei o blog tenho uma vontade imensa de fazer resenhas, mas nunca tive a chance, ainda mais com esse período em que fiquei afastada daqui. Pois eu voltei, e é com grande prazer que anuncio o primeiro livro a ser resenhado por essa que vos fala. Ladies and gentlemen, conheçam A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista.

Apesar de simples, o livro me despertou diversas emoções. Em alguns momentos eu simplesmente não sabia o que pensar, não sabia o que sentir. Fiquei encantada com a forma que Jennifer E. Smith nos mostra as surpresas e reviravoltas que o amor nos reserva. 

24 horas. Esse é o tempo necessário para que a vida de Hadley, uma garota de 17 anos, mude completamente. Por conta de 4 minutos de atraso, Hadley perde seu voo para Londres, onde seu pai irá se casar novamente, e descobre que terá que esperar mais 3 horas até que o próximo saia. O atraso a deixa extremamente preocupada, não porque ela esteja com medo de perder a cerimonia, mas porque teme que pensem que seu atraso foi proposital, já que a garota deixou claro que assistir ao casamento do pai, que não vê há mais de um ano, com uma mulher que ela nunca viu é a última coisa que gostaria de fazer.

Hadley se senta no saguão e espera – tudo o que mais odeia fazer. Seu tédio e desânimo só a deixam após um episódio com sua mala, onde ela conhece Oliver, o cara gato que estava sentado em sua frente. Por coincidência (ou destino?) os dois pegam o mesmo voo e se sentam lado a lado no avião. Os dois passam noite adentro conversando e leva pouco tempo para que Hadley perceba que Oliver é, no mínimo, especial para ela e acredita que Oliver também não lhe seja indiferente, já que flerta com ela abertamente.

Até aí, apesar de fofo, o livro não demonstra ter nada de especial. A surpresa começa no momento em que os dois se veem obrigados a se separar quando chegam em Londres. Somos, então, apresentados a todo o receio que a garota nutre pelo pai e a cumplicidade que ela mostra pela mãe. Acompanhamos um caminho pequeno – se considerarmos que tudo isso acontece em apenas 24 horas – mas também imenso que Hadley percorre até começar a entender – e aceitar – o que vem acontecendo em sua vida. E devo dizer que, eu, como leitora sentimentalista, compartilhei de todas as suas emoções, desde sua mágoa (passei grande parte do livro esperando que ela chegasse em Londres e dissesse poucas e boas para o pai e então nunca mais o perdoasse) até a percepção que as coisas nem sempre acontecem como desejamos, e que as vezes temos de abrir mão de algumas coisas para que as pessoas que amamos possam ser felizes (o que me leva a dizer que a minha sede de vingança foi reduzida a quase 0 no final e toda convertida em lágrimas).

A Probabalidade Estatística do Amor a Primeira Vista é um livro encantador. Conta com diálogos ótimos, com um enredo leve e com personagens que, apesar de não serem exatamente profundos pela rapidez dos acontecimentos, nos cativam de uma forma descompromissada e sutil.

— É aquela velha história — disse o pai —, se você ama alguém, deixe que se vá.
— E se não voltar?
— Alguns voltam, outros não — respondeu e apertou o nariz da filha.
— Eu sempre vou voltar.
— Mas você não tem luz — explicou.
O pai sorriu.
— Quando estou com você, tenho sim.”

Beijos e até o próximo post!

Playlist: 2013

2013 está acabando e o clima de nostalgia está no ar. Estava atualizando as playlists do meu celular e me peguei pensando nas músicas que marcaram o meu ano, as que embalaram os meus melhores ou piores momento e que, de alguma forma, fizeram a diferença no cenário musical que me agrada. Seguem abaixo as principais:<

Save Me – Gotye

Quando se fala em Gotye a primeira (e talvez única) coisa que se pensa é “Now you just somebody that I used to know”. Eu mesma não conhecia o trabalho dele fora o single, até ouvir Save Me em um desses canais de música na tv a cabo. E foi amor a primeira vista. Sim, vista, porque o que mais me chamou atenção na hora foi o clipe (que é maravilhoso) e não exatamente a música. Depois procurei o vídeo online e pude prestar mais atenção na melodia e no que a canção fala e a partir daí não passo mais um dia sem ouvir Save Me pelo menos uma vez.

Fear of Sleep – The Strokes

Sabe aquela música que você descobre, se apaixona e não se sente satisfeita até ouvir cem vezes seguidas? Passei semanas com Fear of Sleep no modo repeat. Dia, tarde, noite… Lavando a louça, arrumando a casa, lendo, indo pra faculdade, NA faculdade. Resumindo, não tinha como Fear of Sleep passar despercebida no meu ano.

Safe and Sound – Capital Cities 

Se fosse eu quem julgasse o Grammy, Capital Cities estaria em metade das indicações e ganharia todas elas. Mas, como eu sou só eu mesmo, me contento em colocá-los aqui. Aliás, Safe and Sound é presença cativa em praticamente todas as minhas playlists. A música é animada, tem um arranjo diferente e conta com um dos clipes mais legais que eu já vi.

Hear Me – Imagine Dragons

Imagine Dragons é uma banda que eu realmente não sei como classificar. Não sei se gosto, não sei que desgosto. Algumas horas me empolga, outras me irrita. E eu não consigo, não consigo mesmo, suportar Radioactive. Acho que no meu ranking de músicas dispensáveis  ela está em uma das primeiras posições. Só que, como eu disse, Imagine Dragons tem seus pontos alto. Hear Me é um deles. O tanto que eu odeio Radioactive é todo compensado nessa música, que merecia ser single (fica aí a dica, caras).

Believe Me Natalie – The Killers

Desde que ouvi pela primeira vez, há uns 4 anos atrás, ela não sai das minhas playlists. Volta e meia eu deixo ela de lado, mas ela sempre acaba reaparecendo quando eu preciso. Believe Me Natalie foi a música que desencadeou meu amor por The Killers, a música que me ajudou a superar um dos piores momentos que vivi e eu acredito que não vá ter um ano em que eu olhe pra trás e não perceba que ela fez toda a diferença quando eu me encontrava em adversidades.

Obs.:Tive que selecionar só 5, pois se eu colocasse mais uma iria acabar me empolgando e fazendo uma lista com umas 30 músicas.

Beijos e até o próximo post!

20 comédias românticas que você não pode deixar de ver!

Olhem quem está de volta!

Depois de mais de um ano sem postar nada, cá estou eu. O post inicial era uma tag que vi em um blog que acompanho: Meus 20 filmes preferidos. Porém eu decidi adaptar um pouco a e fazer algo diferente. Escolhi falar sobre comédias românticas já que é um gênero que eu particularmente adoro, mas que sofre muito preconceito. E é por isso que separei 20 títulos de filmes que, dentro de suas limitações, se destacam por sua originalidade (e fofura também).



1. 10 Coisas Que Odeio Em Você (1999)

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Qualquer pessoa que me conhece de verdade sabe que não existe filme no mundo que eu ame mais do que esse. Sim, é um clichê. O que não tira o mérito de ser um clichê completamente encantador. Conta a história de Cameron, que se apaixona por Bianca, que é apaixonada por Joey, mas que só pode namorar se sua irmã mais velha, Kat, megera e durona, namore também. Com o intuito de conquistar Bianca, Cameron paga Patrick para fazer com que Kat se apaixone por ele. Diante desse pequeno resumo já se dá pra imaginar o que vem a seguir: uma sequencia de cenas fofas e engraçadas, cheias de romance e um tanto quanto de sarcasmo. Um filme adolescente pra ninguém botar defeito.



2. O Amor Não Tira Férias (2006)

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O Amor Não Tira Férias é a prova viva de que comédias românticas nem sempre são iguais (mesmo contando com o típico final feliz). No longa, a londrina  Iris (Kate Linda Maravilhosa Winslet) descobre que o amor da sua vida está prestes a se casar com outra. Enquanto isso, em Los Angeles, Amanda (Cameron Tão Linda e Maravilhosa Quanto Diaz) descobre que seu namorado andava pulando a cerca. Amanda encontra um site que promove uma espécie de “intercâmbio” de casas, onde conhece Iris e é aí que a vida dessas duas mulheres bem sucedidas e independentes se cruzam. Ambas procurando se recuperar de desilusões amorosas decidem trocar de vida. Em suas novas casas as duas vivem situações adversas e aprendem a lidar com seus medos. Iris finalmente consegue se livrar da sua dependência de um cara que não lhe dá valor e Amanda reaprende a aceitar seus sentimentos.



3. O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997)

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Meus motivos para amar esse filme se resumem em:

E apesar de você estar pensando “que filme sessão da tarde”, se você ainda não viu dê uma chance para ele. Foi um dos poucos filmes do gênero que realmente me surpreendeu no final.



4. Amor a Toda Prova (2011)

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Amor a Toda Prova é uma das melhores comédias românticas lançadas nos últimos tempos, com um enredo diferente, um elenco ótimo e cenas maravilhosas. O filme é engraçado e dinâmico. Nos deparamos com a história de um casal que está em processo de separação, pois Cal (Steve Carell) descobre que sua esposa estava tendo um caso já que, segundo ela, ele não se mostrava mais presente na vida do casal. Cal fica arrasado e um dia num bar conhece Jacob (Ryan marry me Gosling), um cara seguro de si e contra relacionamentos, que se compromete a ensiná-lo como se tornar um cara com estilo para conquistar as mulheres. A partir daí o filme se divide em mostrar a vida de garanhão de Cal e a de Jacob, que após conhecer Hannah (Emma Stone) se torna um tremendo apaixonado apesar de não admitir que isso esteja acontecendo.



5. Ironias do Amor (2008)

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Não sei bem se esse filme se enquadra no perfil de comédia romântica porque eu mais chorei do que ri durante o filme inteiro. Ele também entra na categoria de filmes surpreendentes, talvez não o final, mas o enredo dele em si é muito bom. Aliás, não consigo fazer um pequeno resumo da história sem acabar dando um spoiler muito grande, mas posso dizer que é um filme lindo que mostra que o destino age em nossas vidas. A propósito, Ironias do Amor é um remake de um filme sul-coreano de mesmo nome. Então, se preferirem, procurem assistir a versão coreana que dizem ser até melhor do que a americana.



6. Juntos pelo Acaso (2010)

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Pensem num filme fofo. Agora multipliquem por um zilhão. Esse é o Juntos pelo Acaso. Ele conta a história de Holly, uma mulher bem sucedida e Eric, um coordenador de esportes. Ambos são padrinhos de Sophia, filha de seus melhores amigos, mas se odeiam. Os dois se vêem obrigados a conviver um com o outro quando seus amigos sofrem um acidente fatal, deixando Sophia sob a responsabilidade deles. O filme pode até ser previsível (tenho certeza que vocês já sacaram o que vai acontecer), mas é lindo.



7. Sexo sem Compromisso (2011)

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Muita gente gosta de comparar esse filme a Amizade Colorida. Sim, ambos têm enredos bem parecidos. E eu não gosto de Amizade Colorida apesar das semelhanças (vai entender). Talvez seja porque, ao contrário do que muitos pensam, Sexo sem Compromisso saiu bem antes de Amizade Colorida. Comparações a parte, devo dizer que eu sou apaixonada por esse filme. Ele não é magnífico, nem o melhor do gênero, muito menos o grande exemplo de originalidade, mas conta com algumas cenas que são minhas favoritas de todos os tempos. Como a da foto acima onde o Adam (Ashton Kutcher) sai pela primeira vez “oficialmente” com a Emma (Natalie Portman) e leva cenouras para ela dizendo: “You said no flowers“. Como não amar?



8. O Diário de Bridget Jones (2001)

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Bridget Jones é tudo aquilo que nós não esperamos que uma protagonista seja. Uma trintona, desajeitada, cheia de vícios e em busca do amor da sua vida que narra os acontecimentos do seu dia-a-dia de uma forma muito bem humorada. A trilha sonora casa muito bem com as cenas constrangedoras pelas quais Bridget passa e Mark Darcy, na minha opinião, é um elemento a parte que faz o filme ser mil vezes mais maravilhosos. Um filme engraçado, sarcástico e que retrata muitas mulheres em uma só.



9. Uma Linda Mulher (1990)

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Não acredito que exista alguém que ainda não viu esse filme, mas também não podia deixar de colocar na lista. Quem nunca foi as compras e se imaginou andando ao som de Oh, Pretty Woman? Uma Linda Mulher é simplesmente um dos maiores clássicos da história das comédias românticas (quão estranha soou essa frase?) e é por isso que você realmente não pode deixar de ver.



10. Se enlouquecer, não se apaixone (2010)

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O único filme do post que não conta com uma foto só do casal principal. Isso porque, na minha opinião, o melhor personagem do filme é o Bobby (Zach Galifianakis). O que não tira o mérito de Craig e Noelle, que também são dois personagens ótimos. Acho que Se enlouquecer, não se apaixone retrata um pouco do que muitos adolescentes passam. Craig, se sentindo cansado de ser adolescente e do que isso acarreta decide se internar em um hospital psiquiátrico pois afirma ter pensamentos suicidas. Logo que chega no hospital ele percebe que sua decisão foi um tanto quanto precipitada e pede para voltar para casa, mas o prazo de estádia mínima quando internado é de 5 dias. Nesse meio tempo ele conhece Noelle e Bobby e aprende, no meio das pessoas que menos imaginava, a lidar melhor com os problemas de sua vida. Apesar de parecer algo muito bizarro, o filme é leve e sutil considerando os assuntos que ele trata.



11. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (2009)

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É impossível não se apaixonar pela garota da echarpe verde, que fala finlandês e é uma expert em economia. O fato é que, além de mentirosa e compradora compulsiva, Rebecca Bloomwood é uma personagem cativante. O enredo do filme também. Becky é louca por compras desde criança, o problema é só que ela compra e se esquece que tem que pagar (a grande ilusão dos cartões de crédito) e quando percebe está sem emprego e cheia de dívidas pra pagar. Ironicamente, Rebecca encontra sua salvação dando conselhos econômicos para uma revista. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom nos mostra em quantas confusões uma mulher (ou homem) pode se meter por conta do vício de comprar. Não falei muito do romance em si, mas é que considero o relacionamento entre a Becky e o Luke uma história secundária, não sei nem o que falar sobre os dois. Rebecca é o que faz o filme valer a pena.



12. Ela é Demais (1999)

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O clichê dos clichês. Se você já assistiu algum filme onde existe um cara super popular que aposta ficar com a menina desajeitada pra provar o seu poder de macho alfa e acaba descobrindo que a menina na realidade é muito legal, você provavelmente já viu Ela é Demais (ou uma variação dele). O cara se apaixona de verdade, a menina fica bonita e no final eles ficam juntos e felizes para sempre. Você deve estar se perguntando o que, então, esse filme está fazendo na lista se ele é igual a um milhão de outros? É porque esse foi o primeiro de todos eles, ou pelo menos o primeiro que eu assisti, o primeiro que me fez chorar. Logo, ele está aqui por motivos de: apego emocional.



13. 3 vezes amor (2008)

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Até começar a escrever esse post nunca tinha percebido que esse filme lembra How I Met Your Mother. Então, se você é fã da série tem o duplo dever de assistir 3 vezes amor. Em determinada noite, Maya (Abigail Breslin) pergunta ao seu pai, Will (Ryan Reynolds) como ele e sua mãe se conheceram e se apaixonaram, com a esperança de que, fazendo o pai lembrar de como amava a mãe, os dois possam voltar. Will conta a ela que teve 3 amores em sua vida e conta a história que viveu com as três, sem citar nomes, fazendo com que a menina tente adivinhar qual das três é a sua mãe. Gosto muito do modelo de narrativa desse filme (como eu disse, é muito parecido com How I Met Your Mother) e muito mais do final.

Spoiler Alert: Depois que assistirem me digam se a mãe da Maya também foi a namorada que vocês menos gostaram.



14. De repente 30 (2004)

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Me lembro que quando assisti pela primeira vez a coisa que mais queria era pular pros meus 30 anos para depois voltar porque descobri que meu melhor amigo era o amor da minha vida (eu nem tinha um melhor amigo na época, eu tinha 8 anos). Acho que nesse trecho de uma linha e meia contei toda a história do filme, me desculpem por isso, mas não podia deixar de confessar esse fato. Até fiquei louca procurando um pozinho dos desejos, sério. Mas, deixando minhas loucuras de lado, De repente 30 é um amor de filme e a Jennifer Garner tá um amor como a Jenna. Não consigo imaginar outra atriz que pudesse desempenhar o papel de uma mulher de 30 com mente de 13 tão bem.



15. Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)

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Kirsten Dunst e Orlando Bloom em um mesmo filme é sinônimo de: eu enlouquecendo. Acredito que Tudo Acontece em Elizabethtown entra na minha lista de “filmes com personagens perdedores e potencialmente perturbados”, mas, acreditem em mim, esses costumam ser os mais legais (não olhando pelo lado mórbido da coisa, mas eu gosto dessa coisa de “o amor ajuda a nos reerguer”). E se existe um personagem perdedor é o Drew. Ele perde a namorada, o prestígio e o emprego em um grande intervalo de 24 horas. Isso porque Drew, simplesmente, conseguiu projetar o tênis que foi o maior fracasso da empresa onde trabalhava. Drew decide se matar (é impressionante como existem suicidas em Hollywood), mas quando está prestes a fazer, recebe um telefonema dizendo que seu pai tinha sofrido um infarto. Definitivamente, Drew é um perdedor. Durante o voo que ele pega para Elizabethtown (sua cidade natal) ele conhece Claire, uma aeromoça que escuta suas lamentações e com quem troca telefones. A partir daí eles passam a se falar o tempo todo. E a partir daí não posso dizer mais nada porque já dei muitos spoilers em um post só.



16. O Diário da Princesa (2001)

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Muita gente teria vergonha de dizer que esse é um dos seus filmes favoritos. Eu desisti de tentar esconder há muito tempo. Quem me segue no twitter deve ter visto que a Mia Thermopolis e sua amiga Lilly foram meu bg por anos. Preciso confessar que toda vez que vejo que O Diário da Princesa está passando no Disney Channel (o que acontece quase toda semana) eu paro pra assistir e em 90% dessas vezes eu choro, principalmente na cena retratada acima, que foi a cena dos meus sonhos por praticamente toda a minha pré-adolescência. É por esse motivo que eu adoro esse filme. Além do fato de eu ser fã de carteirinha da Meg Cabot.



17. Nunca fui beijada (1999)

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O que eu mais gosto em comédias românticas é como histórias completamente impossíveis pode acontecer. Como por exemplo, uma editora de um grande jornal de Chicago ser escalada para escrever uma matéria “investigativa” sobre o que acontece no ambiente estudantil, onde ela terá que se infiltrar em uma escola como uma estudante comum do ensino médio. Eu adoro isso. Josie Geller era completamente impopular quando realmente cursava o ensino médio e, logo percebe que seu retorno ao colégio não será muito diferente. As únicas pessoas que são gentis com ela são uma nerd e o seu professor, por quem ela se apaixona e que não pode se interessar por ela já que ela e sua aluna. Mas ela tem 25 anos. E ele não pode saber disso. É um filme muito gostoso de se assistir, como eu disse sobre Uma Linda Mulher, também é um filme muito Sessão da Tarde, mas é lindo e tem The Smiths na trilha sonora (que é um máximo).



18. Como Perder Um Homem em 10 Dias (2003)

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Um comentário inicial antes de falar sobre o filme: Sortuda é a brasileira que tem 4 filhos com o Matthew McConaughey (tive que googlar o nome dele, porque olha). Agora, sobre Como Perder Um Homem em 10 Dias. Ben é um publicitário que aposta com duas colegas de trabalho que consegue fazer uma mulher se apaixonar por ele em 10 dias para conseguir ser o responsável por uma grande campanha publicitária. Andie é uma jornalista que está escrevendo um artigo sobre Como Perder um Homem em 10 Dias com o intuito de conseguir carta branca para publicar sobre o que realmente gosta. Um escolhe o outro como alvo de suas metas, o que faz que quanto mais Andie tente afastar Drew, mais Drew suporta as estratégias de Andie. Eu tenho o costume de amar os papéis que o Matthew faz em comédias românticas por ele ter uma cara de sedutor, mas sempre ser o maior fofo do mundo. E me parece que ele é assim na vida real também (o pai de 4 filhos, DE UMA BRASILEIERA!!! NÃO POSSO COM ISSO, GENTE).



19. Qual Seu Número? (2011)

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Esse filme está no meu ranking dos “10 filmes que mais assisti na vida”. Em um mês assisti em torno de umas 15 vezes. Isso porque ele tinha acabado de estrear no Telecine e eu não podia ignorar o Chris Evans aparecendo nu na minha TV toda hora. Fora isso, também acho Qual Seu Número? uma fofura (eu sei que já disse isso dos 18 filmes anteriores, mas é complicado falar de 20 comédias românticas sem se repetir, já que todos eles têm o mesmo intuito: serem engraçados e fofos). O filme parte da premissa ,criada por uma revista feminina, de que uma mulher deve ter, no máximo, 20 homens na sua vida ou não se casará mais. Ally se apavora ao perceber que já chegou ao 19 e que está muito acima da média estipulada pela revista (que, se eu não me engano, é de 10 homens). Desesperada ela decide só dormir com o cara que ela souber que será seu marido. Mas após ficar muito bêbada ela acaba dormindo com o seu ex-chefe, que tinha acabado de demiti-lá. Então Ally resolve reencontrar todos os caras com quem esteve, pois acredita que só poderá se casar com um deles, já que atingiu o número 20. A questão é que em todos os relacionamentos anteriores de Ally ela se fazia de outra pessoa para conquistar os caras, logo, nenhum deles a conhecia de verdade. Para reencontrar todos esses caras, Ally recebe ajuda de seu vizinho, Colin, em troca de que ela o ajude a fugir das mulheres com quem passa a noite. A mensagem que o filme passa no final é bem legal e quebra um pouco os esteriótipos femininos que costumam existir.



20. Casa Comigo? 

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Anna já não aguenta mais esperar que seu namorado a peça em casamento. Ela descobre que existe uma tradição irlandesa que diz que, quando uma mulher pede um homem em casamento no dia 29 de fevereiro, ele não pode recusar, e aproveitando que Jeremy está em Dublin a trabalho ela o segue para que os dois, finalmente, se tornem noivos.  Mas ela sofre contratempos na viagem e acaba tendo que pedir carona a Declan. Digamos que nenhum dos dois é muito simpático e eles acabam se estranhando durante toda a viagem. Casa Comigo? conta com muito mau humor, birras e brigas que deixam óbvio o desfecho que a história vai tomar. Mas também é lindo (a Irlanda é linda), tem uma trilha sonora impecável e conta com a química dos dois atores que deixa tudo mais legal. Sou apaixonada pela Amy Adams desde Encantada (olha eu e meus filmes da Disney novamente) e o Matthew Goode é um charme. Os dois juntos, então, é só amor.

p.s.: “Carrega o Louis”, “Pega o Louis”, “Cuidado com o Louis”. Demorei pra entender que o Louis de quem ela falava era a mala. 

E é isso! Deixando claro que todas as indicações e opiniões foram baseadas no senso crítico e bom gosto da renomada: eu. E como gosto é que nem nariz eu não posso garantir que vocês vão gostar de todos os títulos que eu citei, mas posso dizer que todos eles me fizeram muito feliz e alguns até me ajudaram quando eu precisei. Comédias românticas têm fama de serem filmes para garotas sonhadoras e frágeis que não têm o pé no chão e esperam pelo príncipe encantado. O que não é verdade. Eu adoro filmes, de todos os gêneros (com exceção de terror), e eu sei que esse, em específico, não é exatamente conhecido por sua qualidade técnica, ou talento dos atores, ou o que quer que seja. Mas são bons filmes para passar o tempo, para se distrair, para se divertir e até se emocionar (no meu caso se emocionar é uma regra). Eu estou dizendo isso para que algumas pessoas parem de se levar tão a sério. Não é porque você gosta de cinema que você não pode gostar de nada além de filmes cults. Blockbusters são legais, assim como comédias românticas e como muitos outros gêneros que não são aceitos por “serem clichês”. Ser clichê é legal, gente. E, sinceramente, não há nada mais clichê do que não gostar dos clichês. 

Então, para vocês do clube “Sou cult, amo o Lars Von Trier” eu deixo meu recado: e, por que não se pode gostar de Lars Von Trier e ainda assim esboçar alguns sorrisos descompromissados com algum filme do Mark Waters? Ou achar a Noomi Rapace uma atriz incrível, mas também gostar de ver a Kate Hudson sendo cativante, mesmo não dando uma aula de performance dramática, mas desempenhando muito bem o seu trabalho naquilo que ela sabe fazer? Abandonem um pouco essa visão blasé do mundo e abram algumas brechas para o que pode não ser considerado bom aos olhos da crítica, mas que pode muito bem te satisfazer numa tarde fria de domingo.

E essa é a mensagem que eu queria deixar na minha volta ao Pierrot.

Me desculpem por eu ter me repetido diversas vezes e ter usado os adjetivos: fofo, lindo, engraçado, surpreendente e todas as suas variações centenas de vezes, mas depois do 3º filme eu já não conseguia mais raciocinar com clareza. E também ignorem a minha afeição por hipérboles, eu tento, mas não consigo evitá-las. 

Beijos e até o próximo post(:

Eu voltei, só não sei se pra ficar.

É isso mesmo. Depois de mais de um ano eu resolvi voltar. Na realidade nunca deixei o blog, estou sempre aqui fazendo modificações e rascunhos de posts (tenho mais de 15 salvos e incompletos), só me faltava coragem para postar. Então vamos as justificativas:

 2013 em si foi um ano bagunçado, chato e pouco produtivo pra mim, então mesmo que eu tivesse a intenção de escrever e de reativar o blog não tinha animação para isso. Também contava com a falta de tempo graças a faculdade que vem exigindo 150% de mim. Passei por um período tão conturbado que nada me parecia interessante. Mas ultimamente senti falta de escrever. Me lembrei que, em outros tempos, escrever  foi a forma que encontrei para me recuperar, para fugir, para me reerguer. E é por isso que estou aqui (até que eu me canse de novo).

Então é isso, esse post é basicamente só uma introdução pro post que programei para essa semana ainda (ele é grande, não sei se conseguirei postar antes do fim de semana por conta da minha semana de provas).

Também quero testar se alguém ainda visualiza isso aqui (espero que sim). 

Beijos e até próximo post. 

Uma Chicago. #dúvidas

Enquanto eu estava lá, pedi para alguns amigos me dizerem quais eram as maiores dúvidas que eles tinham para que eu pudesse criar um post. A minha intenção era fazê-lo quando ainda estava por lá, mas o meu tempo era pouco e quando voltei ele ficou menor ainda, já que como perdi um mês de aula tinha que recuperar minhas notas, colocar toda a matéria em dia e etc. Agora, como minhas aulas praticamente já acabaram adeus ensino médio, uhuuuuuuu, tive um tempinho pra recuperar essas questões e separar as mais interessantes, que eram dúvidas que eu também tinha antes de ir e que eu acredito que possam ser úteis para quem tem interesse em ingressar em um intercâmbio.

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Sobre o Intercâmbio:

Em primeiro lugar, quero esclarecer que meu intercâmbio possuiu algumas particularidades. Como eu já disse algumas vezes por aqui, eu fui para lá como uma “bonificação” pelo meu desempenho escolar, por isso estava em um grande grupo, coisa que geralmente não acontece em programas de intercâmbio convencionais (eles sempre procuram te deixar o mais distante possível de pessoas do seu país de origem).

1) Os primeiros dias pra se adaptar são difíceis?

No meu caso foram. Nos meus primeiros dias eu estava tão ligada ao que eu tinha deixado no Brasil que acabei sofrendo muito com a mudança. Uma dica para quem tem esse problema é tentar se desapegar ao máximo de todas as outras coisas que não são relativas ao intercâmbio. Não estou dizendo que é para esquecer sua família e seus amigos, mas para evitar pensar na distância e na saudade, porque, vai por mim, isso só piora a situação.

2) Se eu tiver um inglês bem básico dá pra se virar um pouco?

Pro tipo de programa que eu fiz, sim, dá. Se você estiver interessado em fazer High School, por exemplo, o nível de inglês exigido é acima do intermediário. Mas no caso de curso de inglês, dentro da Kaplan (escola de inglês onde eu estudei), por exemplo, eles fazem o possível para entender o aluno e fazer com que o aluno o entenda também. Você provavelmente irá encontrar outras dificuldades para se comunicar com a sua Host Family ou para pedir informações ou conviver em um país do qual o seu domínio sobre a língua é bem limitado. Sim, dá pra se virar, até mesmo porque pelo que eu vi a maioria das pessoas lá estão habituadas com estrangeiros e procuram ajudar quando percebem que a pessoa está tendo dificuldades de expressar o que ela quer, mas eu aconselho que você procure estudar pelo menos algumas expressões essenciais para não passar tantos apuros.

3) E a convivência com a família?

As famílias de intercâmbio no geral são muito diferentes e nós somos avisados disso desde o início do processo do programa. A minha família foi ótima comigo, simpáticos e gentis e fizeram do meu tempo lá muito bom. Como eles são donos de restaurante eu tinha pouco tempo para realmente interagir com eles, mas de qualquer forma eles eram maravilhosos. Como eu estava em grupo, também pude ver a relação dos meus amigos com suas famílias. Algumas eram completamente atenciosas e faziam de tudo com eles, outras funcionavam apenas com pensões mesmo. Isso depende muito, mas não acredito que existam muitos casos onde há problemas com a família.

Sobre Chicago:

1) Qual é o lugar mais lindo de lá?

Eu realmente não sei dizer. Chicago, na minha opinião, é uma cidade linda em todos os aspectos de todos os pontos. Toda noite, quando estava voltando de trem pra casa e via as luzes de Downtown eu me apaixonava mais uma vez por aquele lugar. Mas se eu pudesse classificar a vista mais bonita da cidade, eu diria que é as margens do Lago Michigan, de onde se vê toda a cidade (e onde eu fui uma vez durante a noite mas não consegui tirar fotos porque minha câmera não é lá as melhores).

2) É muito frio?

Sim rsrs. Eu cheguei lá no início do Outono, onde a temperatura chegou a 2°C, e uma semana depois de eu voltar, lá nevou buaa. Mas foi lá que eu descobri que o frio é até que bem suportável hehe.

3) As pessoas são muito diferentes daqui do Brasil? (tanto físico quando modo de pensar, agir, se comportar).

Não tanto. De modo físico eu acho que é onde tem mais diferença (quase todos são loiros dos olhos azuis, mulheres com muito peito e pouca bunda e etc.), já em questão de pensar, agir e se comportar eu não tenho muito o que falar. É estranho, e eu sei que acaba com o objetivo do intercâmbio, mas durante o meu tempo lá as pessoas com quem menos tive contato foram americanos. Sim, eles são mais contidos, mais discretos, mas pelo o que eu vi não são completamente frios como todos dizem por aí.

Sobre EUA:

1) Vale mesmo a pena conhecer? Ou é pura superficialidade?

Antes de ir eu via apenas como superficialidade. Eu tinha vontade de conhecer, mas não era uma das minhas primeiras opções. E eu estava enganada. É sim outro mundo, é sim um outro tipo de vida. Não conheço outros lugares do mundo pra opinar, mas eu AMEI os EUA.

2) E os produtos? Vale mesmo a pena comprar nos EUA como dizem pela questão do preço, etc?

Sim, totalmente. Os preços das coisas lá não têm comparação com aqui (isso se você for levar em consideração marcas e etc.), dá pra fazer a festa e eu fiquei me sentindo muito bem por ter conseguido comprar tantas coisas por tão pouco preço. A única coisa que eu não aconselho comprar por lá (não se você for ficar pouco tempo como eu fiquei) são celulares. Os preços para moradores de lá são super baratos (Iphone por $49), mas para isso você tem que assinar um contrato de plano com a operadora e tal tal tal. Já o mesmo Iphone desbloqueado vai pra quase $700, o que chega praticamente no preço do Brasil, então eu não acho que seja um bom negócio a se fazer.

Então é isso pessoal, espero ter ajudado de alguma forma.

Beijos e até o próximo post (:

Uma Chicago. #parte 1

Primeiramente, quero pedir desculpas por toda essa demora por um novo post. Eu sei que dois meses é muito tempo, mas com toda a correria que vem acontecendo na minha vida ficou praticamente impossível vir postar aqui. Explicações a parte, hoje eu vim aqui para falar da maior mudança que aconteceu na minha vida: meu intercâmbio para os EUA. Eu já tinha comentado sobre o assunto por aqui em um post anterior, mas agora tudo está realmente acontecendo. Nesse post eu vou procurar falar sobre quase tudo o que está acontecendo aqui e esclarecer algumas questões que surgiram a partir de alguns amigos meus.

Nota: Esse post foi escrito em várias partes (iniciado no dia 10/10) e  será postado separadamente para que não fique muito extenso.

1. Saída do Brasil

No dia 29 de setembro eu estava prestes a embarcar do Aeroporto de Guarulhos (SP) rumo a Detroit. Depois de meses e meses de espera, preparação e correria eu finalmente estava lá, e foi aí que os medos e incertezas começaram a me atormentar. Acho que chorei o dia inteiro escondida (não queria que a minha mãe visse o quão preocupada eu estava) mas fui em frente. A STB havia aconselhado que nós chegássemos 4 horas antes do voo, para poder agilizar o check-in e algumas outras coisas, o que na hora eu pensei ser um exagero, mas quando cheguei no aeroporto e vi aquela fila imeeensa mudei de opinião. Só entre fazer o check-in e despachar as malas acredito que levei umas duas horas. Depois disso fui esperar a hora de entrar na sala de embarque, onde encontrei o pessoal do meu grupo. Alguns deles eu já conhecia através do Facebook e a galera é bem animada, então foi fácil se entrosar.

O voo foi bem mais tranquilo do que eu imaginei que seria, não muito confortável, mas foi bom. Nós tivemos que esperar 4 horas antes de pegar nossa escala para Chicago, então fomos andar, comer e dar uma olhada no aeroporto, e é L-I-N-D-O! Completamente perfeito.  O aeroporto disponibilizava meia hora de wi-fi grátis, então aproveitei pra falar com a minha mãe via skype (que por sinal, vem sendo o meu melhor companheiro nessa viagem).

2. Chegada em Chicago

Estávamos todos eufóricos ao chegar em nosso destino final. Já no aeroporto a cidade mostrava toda a beleza que tinha. Nós tivemos um transfer (disponibilizado pela Kaplan) que levou cada aluno para a sua respectiva homestay. Eu estava um pouco muito desesperada pelo fato de que ninguém do meu grupo estava próximo a mim e não pegariam a mesma linha de trem que eu (eu pego a Brown Line e os outros pegam Green/Blue Line) com exceção da Arielle, que acabou não caindo no meu horário, mas isso já é outro assunto. Mas, voltando, o transfer me deixou em frente a homestay. Não cheguei a comentar que minha host family é turca e dona de um restaurante (onde eu janto toda noite, uhuuul), que eu moro no terceiro andar e levei duas malas pesadíssimas esquecendo do detalhe que teria que subir escadas com elas. Logo que cheguei tomei um banho e caí no sono, acordando desesperada só no dia seguinte, sem saber o que fazer. A sorte foi que a Amy, minha host sister, foi me avisar logo cedo que o Arif, host father, iria me levar para a Kaplan.

3. Kaplan/Estudo

Pra quem não sabe, a Kaplan é uma escola do tipo Wizard, Wise Up,  e essas outras de línguas que existem no Brasil, porém onde todos os professores, funcionários e etc. são americanos (eu sei, cadê a novidade? rs). Nela estudam pessoas de todo o mundo. Como por exemplo na minha turma, onde tem 4 brasileiros, 4 coreanos, um chines, um turco, um francês e uma sueca. Sério, é impressionante como você anda por aquele prédio e vê pessoas completamente diferentes, é um barato. Ah, devo dizer que pelo menos aqui em Chicago a Kaplan é cheeeeeia de brasileiros, você vira pro lado e vê alguém falando em português a todo momento.
Eu estou fazendo o curso de General English, onde eu tenho 3 horas de aula por dia e mais 3 horas de atividades adicionais semanais. Para a minha surpresa, eu fiquei em uma turma de Nível 3 que condiz ao Nível Intermediário. Pra quem achou que iria ficar no básico do básico eu até que estou bem hehe.
Eu realmente gosto do método de ensino deles e do modo como TODOS lá estão sempre empenhados em te ajudar e incentivar, fazendo  com que a experiência de ter que lidar com outra língua seja o menos maçante possível.
Bem, acho que isso é o suficiente por agora, aguardem as próximas postagens e se tiverem dúvidas ou perguntas me mandem via comentários ou pelo meu ask.
Beijos e até o próximo post (:

Amigos Virtuais: ter ou não ter?

É inegável que a cada dia que passa o jovem se sente mais atraído e integrado aos benefícios que a internet traz, mas certas coisas na rede ainda causam alguma polemica, ainda mais pelo ponto de vista dos pais desses jovens. Se você, como eu, é habituada a passar a maior parte do seu dia conectada, conhecendo pessoas novas e fazendo descobertas, provavelmente já deve ter ouvido seus pais dizendo um “Menina, por que você gasta tanto tempo com pessoas que nem nunca viu?” ou um “Você está trocando pessoas reais por mentiras.” e mais uma infinidade de coisas. A questão é: Será que é realmente tão ruim ter amigos online?Eu, por experiência própria, sou completamente a favor da amizade virtual (até mesmo porque, algumas das pessoas mais importantes da minha vida eu conheci pela internet), mas será que todo jovem pensa assim?Levada pela minha curiosidade, resolvi perguntar pra algumas pessoas a opinião delas. Seguem abaixo as respostas:

“O laço fraternal mais puro que existe. Quando você conhece alguém virtualmente, tu não vê beleza, não vê conta bancária. Você só vê o coração da pessoa. E, quando pessoalmente (apesar de ser maravilhoso ter contato físico com as pessoas que se ama), você demora demais pra chegar até o âmago de alguém. Ou seja, amizade virtual nada mais é que amor. Puro amor. Sem dificuldades, obstáculos, máscaras, falsas aparências. Só amor.”

Isabela Criveli, 14 anos.

Sinceramente, eu não gosto muito. Eu prefiro como o de sempre mesmo,  porque a amizade assim raramente dá certo.

Larissa Almeida, 18 anos.

Acho que pessoas puras de coração, que realmente se gostam, possuem amizade no coração, até mesmo, uma de um lado do mundo e outra de outro lado. e elas mesmo não se vendo, aquela forte amizade permanecerá dentro do coração de cada um deles.

Beatriz Chilotti, 17 anos.

Acho que depende de vários fatores, desde de como tu conheceu a pessoa, em qual rede social e como é a amizade dos dois. Então pode se tornar verdadeira ou não, e até leva um tempo pra isso. Também tem o fato que parece tudo mais fácil virtualmente, mas também é porque as pessoas se relacionam tendo como primeira impressão a maneira de como as pessoas pensam e se comportam, não aquela primeira impressão fisicamente falando. Então pode dar certo ou não.

Brenno Roberto, 16 anos.

As redes socais estão aí para nos colocar em contato com o mundo todo, e nessa acabamos conhecendo pessoas novas e nos identificando bastante. Acho amizade virtual legal. Afinal, mostra que um laço afetivo pode ser construído não apenas pessoalmente, mas virtualmente. Ás vezes iniciar uma amizade pela rede é mais fácil, ainda mais para pessoas tímidas, o que facilita muito continuar tal amizade fora do mundo virtual. Eu comecei muitas amizades legais virtualmente.

Brunna Silva, 17 anos.

Acho que amizade virtual é uma amizade que passa por muitas barreiras, uma das maiores barreiras é nomeada de “Distância” Muitas pessoas julgam ou criticam esse tipo de amizade e falam coisas do tipo: “Você não sabe quem está do outro lado da tela” “E se não for homem? Se for uma mulher?”, mas a partir do momento que você vai conhecendo a pessoa, você vai adquirindo confiança e isso vai se desenvolvendo, você se apega e algumas vezes sofre por causa da distância, mas na maioria das vezes as pessoas que você conhece te faz mais feliz do que as pessoas que você convive.

Matheus Saladini, 17 anos.

Antes de tentar eu achava impossível, mas depois que eu “conheci” eu percebi que é sim possível. Por que mesmo que você nunca tenha visto seus amigos virtuais você sabe que eles vão estar sempre ali pra você, claro que não todos que você “conheceu”, muitos vão te decepcionar, mas isso também acontece com os seus “amigos reais”. Eu posso dizer que dois dos meus melhores amigos são amigos virtuais, e eu com toda a certeza mataria e morreria por eles a qualquer hora, sem pensar duas vezes.

Rhaissa Gualter, 18 anos.

Eu acho uma coisa muito legal sabe, poder encontrar pessoas com as quais você se identifica mesmo estas morando até em outros países.
Muitas vezes as pessoas falam que é pura besteira simplesmente pelo fato de não estarmos “próximos” um do outro, mas nós que temos amigos virtuais sabemos que mesmo essa distância não afeta a amizade.

Renan Lins, 17 anos.

Enfim, eu só sei que digam o que digam, não viveria sem as minhas amigas virtuais e que meu amor por elas é tão grande quanto o de amigas que se conhecem desde a infância.

É isso gente, beijos e até o próximo post (: